Projeto Memorias

segunda-feira, 25 de março de 2013

ALONSO ROCHA


            Raimundo Alonso Pinheiro Rocha nasceu em Belém em 15 de dezembro de 1926 e morreu na mesma cidade em 22 de fevereiro de 2011. Era filho do poeta Rocha Júnior e Adalgiza Guimarães Pinheiro Rocha. Foi casado com Rita Ferreira Rocha, sendo pai de cinco filhos.
 
          Na adolescência fundou a Academia dos Novos, juntamente com Jurandir Bezerra, Max Martins (seu primo) e Antonio Comaru. Foi eleito para a Academia Paraense de Letras no ano de 1963. Desde 1964 participou da diretoria da APL. Foi eleito o quarto Príncipe dos Poetas do Pará, numa eleição em que participaram duzentos intelectuais dos círculos culturais, científicos e sociais do Estado, pessoas essas ligadas às artes e selecionadas por comissão especial formada pelos escritores Georgenor de Souza Franco Filho, Pedro Tupinambá, Victor Tamer e Abelardo Santos. O resultado foi apurado em sessão pública em 08 de outubro de 1987. Alonso Rocha ganhou com a maioria dos votos, totalizando 56,77% do total de votos. Recebeu, em sessão solene em 1989, comenda de 35 gramas de ouro oferecida pelo governo do Estado do Pará.
        Alonso Rocha era um mestre do soneto, sendo considerado um dos maiores dos últimos cinquenta anos do Pará. Recebeu inúmeros prêmios, medalhas e diplomas literários. Sua obra vasta de poesia foi destacada nos vários concursos em que participou, dentre eles recebeu: Palma de ouro no Concurso de Poetas do Mundo Lusíada, da Academia de Poemas de Massachusetts (EUA, 1987) e do concurso Evolução da Cultura Brasileira, na segunda metade do século XX, do Cenáculo Brasileiro de Letras e Artes (Rio de Janeiro, 1993) e também foi 1º lugar do primeiro Concurso Nacional de Poesia do Clube dos Magistrados do Rio de Janeiro (1997).
      Atuou como bancário no sindicalismo de 1954 a 1976, foi membro fundador da Federação dos Bancários do Norte-Nordeste (Recife, 1958) e da Confederação de Trabalhadores nas Empresas de Crédito – Contec (Belo Horizonte, 1958), de onde foi diretor. Só deixou as atividades sindicais em 1976, por recomendação médica.

Publicações:
 
Ensaio - Bruno de Menezes ou a Sutileza da Transição (ensaio em co-autoria com Célia Bassalo, J. Arthur Bogéa, João Carlos Pereira e Joaquim Inojosa), 1994.
Poesia - Pelas Mãos do Vento, Belém. Prêmio Vespasiano Ramos de 1954 da APL e Prêmio Santa Helena Magno de 1955 do governo do Estado do Pará; O Tempo e o Canto, 2009.

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